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Médico que Cuida da Voz: Otorrino Especialista em Voz em São Paulo

O médico que cuida da voz é o otorrinolaringologista. Sou otorrinolaringologista em Perdizes, São Paulo, com formação em voz e laringe pelo Hospital das Clínicas da USP, e esta página reúne o que eu explico em consulta: o que eu faço, qual é a diferença para o fonoaudiólogo, quando a rouquidão pede exame e como eu avalio as pregas vocais.

Dr. Fausto Nakandakari, CRM/SP 129706 · RQE 37660

Dr. Fausto Nakandakari
Quotes
É recomendado manter um acompanhamento frequente e preventivo, para conseguir monitorar e cuidar da voz de maneira adequada.
Dr. Fausto Nakandakari
Resumo rápido
Se você está procurando o médico que cuida da voz, estes são os três pontos que respondem a maior parte das dúvidas.
  • O que o médico de voz faz
  • Examina a laringe por dentro e chega ao diagnóstico
  • Trata com medicação, com fonoterapia junto do fonoaudiólogo ou com cirurgia
  • O fonoaudiólogo é quem conduz a reabilitação da voz
  • Quando procurar
  • Rouquidão que passa de quatro semanas
  • Voz que cansa, perde volume ou não aguenta o dia de trabalho
  • Caroço no pescoço, falta de ar ou voz alterada depois de cirurgia, sem esperar
  • Como é a avaliação
  • Conversa sobre a história e o uso que você faz da voz
  • Nasofibrolaringoscopia para ver a forma e o movimento das pregas vocais
  • Laringoestroboscopia para ver a vibração da mucosa

Perguntas frequentes

Qual médico cuida da voz?

Quem cuida da voz é o otorrinolaringologista, e a área dele dedicada à voz chama-se laringologia. Eu olho as pregas vocais por dentro, digo de onde vem a rouquidão e trato o que encontro. O tratamento pode ser clínico, pode ser a fonoterapia conduzida pelo fonoaudiólogo, pode ser cirúrgico, e com frequência é mais de um ao mesmo tempo. Você vai encontrar esse profissional chamado de médico de voz, médico da voz, médico que cuida das cordas vocais, especialista em cordas vocais ou especialista em voz. São nomes populares para a mesma formação: otorrinolaringologia, com dedicação à laringe e à voz.

Qual a diferença entre o otorrinolaringologista e o fonoaudiólogo?

Os dois profissionais fazem coisas diferentes e trabalham em conjunto. Eu sou médico e chego ao diagnóstico do que existe na prega vocal. O fonoaudiólogo é o profissional da reabilitação vocal, e a fonoterapia é o tratamento que ele conduz. A diretriz de disfonia de 2018 coloca as duas coisas de forma explícita. Ela faz uma recomendação forte para que o médico defenda a fonoterapia nos casos de disfonia cuja causa se beneficia dela, e recomenda que a laringoscopia diagnóstica seja feita antes de a fonoterapia ser prescrita, com o resultado documentado e comunicado ao fonoaudiólogo.

Quando a rouquidão precisa de médico?

A diretriz de disfonia da American Academy of Otolaryngology (Stachler e colaboradores, 2018) recomenda que o médico faça a laringoscopia, ou encaminhe a quem possa fazê-la, quando a disfonia não melhora nem se resolve em quatro semanas, e independentemente do tempo se houver suspeita de uma causa grave. Se a rouquidão já passou de quatro semanas, então eu examino a laringe, sem esperar mais. Se a voz mudou depois de uma cirurgia de tireoide, de pescoço ou de tórax, então eu avalio a mobilidade das pregas vocais logo, sem esperar as quatro semanas.

Que exames avaliam as cordas vocais?

Para chegar até a laringe eu uso dois exames, feitos no consultório, com você sentado e acordado. A nasofibrolaringoscopia é o exame em que eu introduzo por uma das narinas um tubo fino e flexível com câmera, e percorro o caminho do ar até a laringe. Ele mostra a forma das pregas vocais, se elas se fecham por completo e se as duas se movem. A laringoestroboscopia acrescenta uma camada que a nasofibrolaringoscopia não alcança: a vibração da mucosa. Como as pregas vocais vibram rápido demais para o olho acompanhar, o aparelho usa uma luz que pisca em pulsos sincronizados com a frequência da sua voz, e o resultado é uma imagem que parece a vibração em câmera lenta.

O que é nódulo nas cordas vocais?

O nódulo vocal é o calo vocal do nome popular, e é o diagnóstico que mais aparece na minha consulta. É um espessamento nos dois lados, no ponto de maior atrito, no meio da prega vocal, e a voz piora com o uso e melhora com o repouso. O nódulo quase nunca dói, e o que ele faz é exigir mais esforço para a voz sair, e esse esforço é o que vira cansaço no fim do dia. O tratamento é fonoterapia e ajuste do uso da voz. A cirurgia fica para quem não responde. Essa lesão vem de fonotrauma, que é o atrito repetido das pregas vocais uma contra a outra em quem fala muito, fala alto ou grita.

Quem usa a voz no trabalho precisa de acompanhamento?

Professor, cantor, ator, vendedor, operador de telemarketing, advogado, corretor, instrutor. Quem trabalha falando usa a voz como ferramenta e não tem como parar de usá-la quando ela começa a falhar. No Brasil isso tem nome, distúrbio de voz relacionado ao trabalho, e existe literatura nacional sobre ele: a revisão de Przysiezny e Przysiezny (2015), no Brazilian Journal of Otorhinolaryngology, descreve o quadro e o situa dentro da legislação trabalhista brasileira, apontando que ele aparece com frequência como causa de afastamento e de reabilitação funcional. Essa mesma revisão lembra que o distúrbio de voz se manifesta além da rouquidão, com dificuldade de manter a voz, cansaço ao falar, falta de volume e de projeção, perda de eficiência vocal e pouca resistência ao falar.

Toda alteração da voz precisa de cirurgia?

Não. A cirurgia não é o primeiro passo em quase nenhum quadro de voz, e boa parte do que eu vejo se resolve sem ela. A diretriz de disfonia de 2018 recomenda que a cirurgia seja oferecida como opção terapêutica em três situações, e elas descrevem bem o que eu vejo no consultório: suspeita de tumor, lesão benigna sintomática da prega vocal que não respondeu ao tratamento conservador, e insuficiência glótica, que é quando as pregas vocais não conseguem se fechar por completo. A fonoterapia entra antes e continua depois da cirurgia, porque o hábito vocal que produziu a lesão continua existindo se ninguém o tratar.

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