Professor, cantor, ator, vendedor, operador de telemarketing, advogado, corretor, instrutor. Quem trabalha falando usa a voz como ferramenta e não tem como parar de usá-la quando ela começa a falhar. No Brasil isso tem nome, distúrbio de voz relacionado ao trabalho, e existe literatura nacional sobre ele: a revisão de Przysiezny e Przysiezny (2015), no Brazilian Journal of Otorhinolaryngology, descreve o quadro e o situa dentro da legislação trabalhista brasileira, apontando que ele aparece com frequência como causa de afastamento e de reabilitação funcional. Essa mesma revisão lembra que o distúrbio de voz se manifesta além da rouquidão, com dificuldade de manter a voz, cansaço ao falar, falta de volume e de projeção, perda de eficiência vocal e pouca resistência ao falar.