Sim, tanto a viral quanto a bacteriana. A transmissão acontece por gotículas de saliva e pelo compartilhamento de copos e talheres. Sem tratamento, um quadro bacteriano pode transmitir por várias semanas. Com antibiótico, o risco cai muito depois de cerca de 24 horas, desde que a febre também tenha passado. Nos virais, transmite enquanto há sintomas.
Na fase aguda, não é o ideal: a criança está transmitindo e precisa de repouso. Quando o quadro é bacteriano e o antibiótico já começou, costumo orientar o retorno depois de 24 a 48 horas de tratamento, sem febre e se sentindo bem. Quando é viral, o retorno acompanha a melhora.
Pelo conjunto dos sinais, nunca por um só. A viral começa aos poucos, com tosse, coriza e febre baixa. A bacteriana começa de repente, com febre acima de 38 °C, dor intensa ao engolir, placas e gânglios doloridos no pescoço. Nenhum sinal isolado confirma, como mostrou Shaikh e colaboradores (2012). Havendo dúvida, uso escore clínico e teste rápido.
Não necessariamente. A febre é mais comum e mais alta nos quadros bacterianos, podendo passar de 38 °C. Nos virais costuma ser baixa e às vezes não aparece. Na amigdalite crônica, em que a inflamação é persistente e leve, a queixa costuma ser dor de garganta que não passa, mau hálito e cáseos, muitas vezes sem nenhuma febre.
A amigdalite é a inflamação das amígdalas, nas laterais do fundo da garganta. A faringite é a inflamação da faringe, o tubo muscular que liga o nariz e a boca à laringe. As duas podem acontecer juntas, e aí o quadro se chama faringoamigdalite. A distinção importa porque a cirurgia das amígdalas não resolve dor que vem da faringe.
Angina é um nome mais antigo e popular para a amigdalite, ou para a faringoamigdalite, e ainda aparece em atestado e em receita. Uso amigdalite e faringite porque esses termos dizem qual estrutura está inflamada, e é isso que orienta o tratamento. Se você recebeu o diagnóstico de angina, provavelmente é de amigdalite que se trata.
Os critérios de Paradise: 7 ou mais episódios no último ano, ou 5 por ano em 2 anos, ou 3 por ano em 3 anos. Valem para episódios documentados, e é por isso que peço o registro do histórico. Também considero cirurgia após abscesso, com cáseos e halitose persistentes, ou quando as amígdalas atrapalham a respiração no sono.
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