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Especialista em Amigdalite São Paulo

Como especialista em amigdalite, atendo em Perdizes, São Paulo, adultos e crianças com dor de garganta forte, febre e amigdalites que se repetem. As três perguntas que mais aparecem no consultório são as mesmas: é viral ou bacteriana, precisa de antibiótico, e quando faz sentido operar. Reuni nesta página o que costumo explicar sobre cada uma.

Dr. Fausto Nakandakari, CRM/SP 129706 · RQE 37660. Atualizado em 31/07/2026
Dr. Fausto Nakandakari
Quotes
Pode manifestar-se através de sintomas como dor de garganta, dificuldade para engolir, febre, amígdalas inchadas e vermelhas, frequentemente com presença de manchas brancas ou pus.
Dr. Fausto Nakandakari
Resumo rápido
Se você está com amigdalite ou com episódios que se repetem, estes são os pontos que mais importam na avaliação.
  • Viral ou bacteriana
  • 1. A maioria dos casos é viral, de 70% a 90%
  • 2. Nenhum sinal isolado confirma a bacteriana
  • 3. Placa branca não significa antibiótico
  • Como eu avalio
  • 1. Exame da garganta e do pescoço, mais o histórico
  • 2. Escore clínico antes de decidir o antibiótico
  • 3. Teste rápido para estreptococo quando há dúvida
  • Quando a cirurgia entra
  • 1. Pela frequência documentada, não pelo tamanho
  • 2. Sete episódios em 1 ano, ou Cinco/ano em 2, ou Três/ano em 3
  • 3. Também por abscesso, cáseos crônicos ou obstrução do sono

Perguntas frequentes

Amigdalite é contagiosa? Por quanto tempo?

Sim, tanto a viral quanto a bacteriana. A transmissão acontece por gotículas de saliva e pelo compartilhamento de copos e talheres. Sem tratamento, um quadro bacteriano pode transmitir por várias semanas. Com antibiótico, o risco cai muito depois de cerca de 24 horas, desde que a febre também tenha passado. Nos virais, transmite enquanto há sintomas.

Criança com amigdalite pode ir à escola?

Na fase aguda, não é o ideal: a criança está transmitindo e precisa de repouso. Quando o quadro é bacteriano e o antibiótico já começou, costumo orientar o retorno depois de 24 a 48 horas de tratamento, sem febre e se sentindo bem. Quando é viral, o retorno acompanha a melhora.

Como sei se a minha amigdalite é viral ou bacteriana?

Pelo conjunto dos sinais, nunca por um só. A viral começa aos poucos, com tosse, coriza e febre baixa. A bacteriana começa de repente, com febre acima de 38 °C, dor intensa ao engolir, placas e gânglios doloridos no pescoço. Nenhum sinal isolado confirma, como mostrou Shaikh e colaboradores (2012). Havendo dúvida, uso escore clínico e teste rápido.

Amigdalite sempre dá febre?

Não necessariamente. A febre é mais comum e mais alta nos quadros bacterianos, podendo passar de 38 °C. Nos virais costuma ser baixa e às vezes não aparece. Na amigdalite crônica, em que a inflamação é persistente e leve, a queixa costuma ser dor de garganta que não passa, mau hálito e cáseos, muitas vezes sem nenhuma febre.

Qual a diferença entre amigdalite e faringite?

A amigdalite é a inflamação das amígdalas, nas laterais do fundo da garganta. A faringite é a inflamação da faringe, o tubo muscular que liga o nariz e a boca à laringe. As duas podem acontecer juntas, e aí o quadro se chama faringoamigdalite. A distinção importa porque a cirurgia das amígdalas não resolve dor que vem da faringe.

Qual a diferença entre amigdalite e angina?

Angina é um nome mais antigo e popular para a amigdalite, ou para a faringoamigdalite, e ainda aparece em atestado e em receita. Uso amigdalite e faringite porque esses termos dizem qual estrutura está inflamada, e é isso que orienta o tratamento. Se você recebeu o diagnóstico de angina, provavelmente é de amigdalite que se trata.

Quantas amigdalites por ano justificam operar?

Os critérios de Paradise: 7 ou mais episódios no último ano, ou 5 por ano em 2 anos, ou 3 por ano em 3 anos. Valem para episódios documentados, e é por isso que peço o registro do histórico. Também considero cirurgia após abscesso, com cáseos e halitose persistentes, ou quando as amígdalas atrapalham a respiração no sono.

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