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Avaliação do Processamento Auditivo São Paulo

A avaliação do processamento auditivo central, o exame PAC, investiga o que o cérebro faz com o que o ouvido escuta. Muitas crianças ouvem bem em um teste comum de audição, mas se perdem quando o professor fala em meio ao barulho da sala, pedem para repetir o tempo todo ou entendem uma coisa por outra. É para esse tipo de queixa que solicito o exame PAC. Se você é pai ou mãe e chegou aqui preocupado com o desempenho escolar ou com a comunicação do seu filho, esta página reúne o que costumo explicar no consultório antes de encaminhar para a avaliação.

Dr. Fausto Nakandakari, CRM/SP 129706 · RQE 37660. Atualizado em 02/07/2026.

Dr. Fausto Nakandakari
Quotes
Avaliação do Processamento Auditivo pode ser realizada a partir dos 7 anos de idade e não tem contraindicações.
Dr. Fausto Nakandakari
Avaliação do Processamento Auditivo em Crianças
A avaliação do PAC é realizada em crianças que podem apresentar como queixas/sintomas: dificuldades de fala, leitura ou escrita, dificuldades de alfabetização e aprendizagem, desatenção, agitação e distração, também é realizada em crianças com histórico de otites de repetição, amigdalites e doenças respiratórias, intercorrências natais, alterações no desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM) - que consiste na aquisição progressiva de habilidades por parte da criança à medida que vai crescendo.

Alterações de Processamento Auditivo Central geralmente ocorrem em crianças com audição normal, porém, em casos onde existe a perda de audição, a dificuldade pode ser ainda mais acentuada e perceptível.

Perguntas frequentes

A partir de que idade a criança pode fazer o exame PAC?

Em geral, a avaliação do processamento auditivo central é aplicada a partir dos 7 anos. Antes dessa idade, o sistema auditivo central ainda está amadurecendo e os testes dependem de atenção e de respostas consistentes que costumam se firmar por volta dos 7 anos. Adultos e idosos também podem fazer o exame quando há queixa de dificuldade para entender no ruído.

Como é feito o exame e ele dói?

O exame PAC não dói e não é invasivo. Não usa aparelhos que entram pelo corpo. É uma bateria de testes comportamentais feita dentro de uma cabine com tratamento acústico, com fones de ouvido: a criança escuta sons, palavras e frases e responde ao que ouviu. Costuma levar de uma a duas horas, com pausas, e é aplicado por um fonoaudiólogo ou audiologista.

Meu filho tem TDAH. Ainda faz sentido investigar o PAC?

Faz. O TPAC e o TDAH têm sintomas parecidos e podem coexistir, mas não são a mesma coisa: no TPAC a dificuldade se concentra na via auditiva, enquanto no TDAH a desatenção é mais ampla e atinge também tarefas visuais. Uma criança pode ter só um dos dois ou os dois juntos, e a avaliação ajuda a separar o que é de cada um para orientar a conduta certa.

O TPAC tem tratamento?

Faz. O TPAC e o TDAH têm sintomas parecidos e podem coexistir, mas não são a mesma coisa: no TPAC a dificuldade se concentra na via auditiva, enquanto no TDAH a desatenção é mais ampla e atinge também tarefas visuais. Uma criança pode ter só um dos dois ou os dois juntos, e a avaliação ajuda a separar o que é de cada um para orientar a conduta certa.

Preciso de encaminhamento para fazer o exame PAC?

Faz. O TPAC e o TDAH têm sintomas parecidos e podem coexistir, mas não são a mesma coisa: no TPAC a dificuldade se concentra na via auditiva, enquanto no TDAH a desatenção é mais ampla e atinge também tarefas visuais. Uma criança pode ter só um dos dois ou os dois juntos, e a avaliação ajuda a separar o que é de cada um para orientar a conduta certa.

Quanto tempo dura e o resultado sai na hora?

Sim. Quando o exame confirma o TPAC, a intervenção costuma combinar treinamento auditivo com o fonoaudiólogo, adaptações no ambiente escolar e em casa e estratégias de comunicação para a família e a escola. O plano é individual, porque depende do perfil de dificuldades que a bateria de testes revelou, e é acompanhado ao longo do tempo.

Qual a diferença entre o exame PAC e a audiometria comum?

O caminho habitual é começar por uma avaliação com o otorrinolaringologista ou pelo fonoaudiólogo, porque a avaliação do processamento auditivo central só é feita depois de confirmar que a audição periférica está normal. No meu acompanhamento, examino os ouvidos, descarto perda auditiva e indico o exame quando os sinais justificam.

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