Ouvido de nadador: a otite externa depois da piscina, quanto tempo dura e quando é perigoso
Ouvido de nadador é a otite externa: infecção da pele do canal do ouvido, comum no verão. Dor de ouvido depois da piscina que piora ao mexer na orelha é a marca dela. O tratamento é gota no ouvido, e os sintomas costumam ceder em uma semana. Dor forte, febre, orelha inchada, diabetes ou imunidade baixa pedem avaliação logo.
Dr. Fausto Nakandakari, otorrinolaringologista. CRM/SP 129706 · RQE 37660. Atualizado em 21/10/2026.
Dor de ouvido depois da piscina: a água que fica no canal abre caminho para a bactéria
A água que fica horas no canal do ouvido, dia após dia, amolece a pele, desfaz a proteção da cera e deixa crescer uma bactéria que vive na água ou na própria pele: é assim que a dor de ouvido aparece depois de dias de piscina. O canal é um tubo de pele que termina no tímpano, e a cera que o reveste é levemente ácida e tem ação contra micróbios (Bojanović e colaboradores, 2023). Pelo StatPearls, ela aparece mais no verão e em clima tropical, a água retida no ouvido aumenta o risco, e a causa mais comum da forma aguda é bacteriana (Medina-Blasini e Sharman, StatPearls).
Água retida no canal do ouvido amolece a pele e abre caminho para bactérias: é o ouvido de nadador.
Por isso a procura sobe no calor. Num pronto-socorro infantil acompanhado de 2011 a 2018, quase metade das visitas por otite externa aguda aconteceu nos meses de verão (Gruber e colaboradores, 2021). Num serviço inglês que cultivou a secreção de 7.770 pacientes ao longo de nove anos, a bactéria Pseudomonas aeruginosa apareceu em 36% dos casos, com mais isolamentos nos meses quentes e em quem tinha entre 5 e 15 anos; os autores levantam a hipótese de que o contato maior com água nas férias explique o padrão (Villedieu e colaboradores, 2018). O tempo na água também conta: num ambulatório de otorrino, nadadores e jogadores de polo aquático tiveram mais otite externa do que jogadores de futebol, e o tempo de exposição à água foi o que aumentou o risco (Kujundžić e colaboradores, 2012).
O cotonete apareceu mais que a piscina na história das crianças com otite externa
Em 87 crianças com otite externa, 70% tinham tido o ouvido limpo com cotonete nos dez dias anteriores, contra 34% num grupo de crianças sem otite; nadar em piscina veio em segundo lugar (Nussinovitch e colaboradores, 2004). A cera protege o canal da infecção, como lembra o CDC; o cotonete a tira e arranha a pele, e a água faz o resto.
Sintomas da otite externa e como separo da otite média: a dor ao mexer na orelha
Coceira, secreção pelo canal, desconforto e audição abafada são os sintomas que a revisão Cochrane lista para a forma aguda (Kaushik e colaboradores, 2010). Se a dor piora quando puxo a orelha ou aperto na frente do canal, penso em otite externa: é o achado clássico, como registram as revisões de Jackson e Geer (2023) e de Schaefer e Baugh (2012). Na otite média, que fica atrás do tímpano e costuma vir depois de um resfriado, mexer na orelha em geral não muda a dor. São duas doenças em lugares diferentes, e a diretriz da Academia Americana de Otorrinolaringologia coloca como primeira recomendação separar a otite externa das outras causas de dor e secreção no ouvido, porque a conduta muda (Rosenfeld e colaboradores, 2014).
| O que olho | Otite externa (ouvido de nadador) | Otite média |
|---|---|---|
| Onde fica | na pele do canal, do lado de fora do tímpano | atrás do tímpano |
| O que veio antes | dias de piscina, mar ou cotonete | resfriado, nariz entupido |
| Dor ao puxar a orelha ou apertar na frente dela | piora | em geral não muda |
| No otoscópio | canal vermelho e inchado, às vezes sem dar para ver o tímpano | canal normal, tímpano inflamado ou abaulado |
Quanto tempo dura a otite externa: cerca de seis dias de sintomas com a gota, e reavaliação se não melhorar em 48 a 72 horas
Tratada com a gota otológica, a otite externa aguda costuma dar sintomas por cerca de seis dias a partir do início do tratamento, que em geral é feito por sete a dez dias (Kaushik e colaboradores, 2010). A revisão sistemática publicada com a primeira versão da diretriz americana, em 2006, encontrou cura clínica em 65% a 80% dos pacientes em até dez dias de gota (Rosenfeld e colaboradores, 2006). Pela definição do StatPearls, a forma aguda dura menos de seis semanas, e a crônica, mais de três meses (Medina-Blasini e Sharman).
Dois prazos me importam mais que a média. Se não houver melhora em 48 a 72 horas, a diretriz pede reavaliação, para confirmar o diagnóstico e afastar outra causa (Rosenfeld e colaboradores, 2014). Esse prazo é para rever o diagnóstico. O que leva ao antibiótico por boca ou injeção é a infecção ter saído do canal; passar do prazo, sozinho, não o indica. Sintomas que passam de duas semanas são, para a Cochrane, falha do tratamento, o que pede outra conduta (Kaushik e colaboradores, 2010). Nesses dois casos, as perguntas que eu me faço são:
- Se a coceira continua e a gota não resolveu, então penso em fungo, e não em bactéria.
- Se o canal está fechado, então a gota não chegou à pele, e o canal precisa ser aberto e limpo.
- Se a pele do canal descama e coça há meses, então procuro eczema ou outra doença de pele por trás.
- Se a secreção vem de trás do tímpano, então é uma otite média com o tímpano perfurado drenando para o canal, e o tratamento é outro.
Tratamento da otite externa: a diretriz recomenda começar pela gota no ouvido, e o antibiótico por boca ou injeção fica para a infecção que saiu do canal
Na otite externa sem complicação, o tratamento inicial é uma gota otológica, e a diretriz americana de 2014 faz recomendação forte contra começar com antibiótico por boca ou injeção, salvo quando a infecção saiu do canal ou quando você tem uma condição que exija (Rosenfeld e colaboradores, 2014). A mesma diretriz faz outra recomendação forte: avaliar a dor e tratá-la desde o início, conforme a intensidade. Na revisão Cochrane, com 19 ensaios e 3.382 participantes, o tratamento tópico sozinho foi eficaz para a otite externa sem complicação, e a escolha entre as gotas estudadas mudou pouco o resultado (Kaushik e colaboradores, 2010).
A diretriz também diz como a gota precisa chegar à pele inflamada: quem prescreve explica como pingar e, quando o canal está obstruído, faz a limpeza do canal ou coloca uma mecha de material absorvente que leva o remédio até o fundo; e, se há tímpano perfurado ou tubo de ventilação, a gota precisa ser de um tipo que não agride o ouvido interno (Rosenfeld e colaboradores, 2014). Por isso avalio o tímpano antes de qualquer gota: quando o canal inchado não deixa vê-lo, a diretriz recomenda tratar como se pudesse estar perfurado e escolher a gota com esse cuidado (Rosenfeld e colaboradores, 2014). Pingar em casa uma gota que sobrou de outra pessoa é um risco, porque não se sabe se o tímpano está inteiro.
Para a dor dos primeiros dias, o que uso e o que evito está no post sobre remédio para dor de ouvido.
Otite externa fúngica (otomicose): coceira como sintoma mais frequente e massa esbranquiçada ou escura no canal
A otomicose é a otite externa causada por fungo: a coceira é o sintoma mais frequente e a dor vem com menos constância, como mostrou a série de João Pessoa de Pontes e colaboradores (2009), e no canal aparece uma massa esbranquiçada ou escura (Abraham, 2024). No otoscópio, essa massa lembra algodão molhado.
No Brasil ela está descrita há décadas: em São Paulo, Zaror e colaboradores (1991) encontraram Aspergillus em 75% dos isolados de 20 casos, e a revisão de Bojanović e colaboradores (2023) aponta o clima tropical e subtropical como o maior fator de risco e cita o Brasil entre os territórios com a maior variedade de espécies causadoras. No mundo, os fungos mais frequentes são o Aspergillus e a Candida (Nazari e colaboradores, 2025). Dois antecedentes pesam: uso recente de gota otológica, que reduz as bactérias do canal e abre espaço para o fungo (Bojanović e colaboradores, 2023), e trauma ou manipulação do canal; o calor úmido e o contato com água completam a lista de fatores de risco da revisão de Sangaré e colaboradores (2021).
| O que olho | Bacteriana | Fúngica (otomicose) |
|---|---|---|
| Sintoma típico | dor, que piora ao mexer na orelha | coceira, a queixa mais relatada; a dor é menos constante |
| No otoscópio | canal vermelho e inchado, secreção | massa como algodão molhado, esbranquiçada ou escura |
| O que veio antes | água retida, cotonete | gota otológica recente, manipulação do canal, calor úmido |
| Tratamento | gota otológica (diretriz de 2014) | limpeza do canal sob visão e antifúngico tópico (Vennewald e Klemm, 2010) |
A otomicose tende a cronificar e a voltar, porque o canal oferece o ambiente de que o fungo precisa (Bojanović e colaboradores, 2023).
Otite externa: quando é perigoso, e os sinais que não esperam
Na maior parte das vezes, a otite externa aguda é uma infecção da pele do canal que responde à gota (Wiegand e colaboradores, 2019). O risco está em duas situações: a infecção que sai do canal, e a forma necrosante, que atinge o osso e aparece sobretudo em idosos com diabetes ou com imunidade baixa (mesma fonte). Na primeira, a diretriz autoriza antibiótico por boca ou injeção quando há extensão para fora do canal (Rosenfeld e colaboradores, 2014), e no estudo pediátrico de Gruber e colaboradores (2021) o inchaço da própria orelha foi o fator mais associado à necessidade de internação, seguido de febre, canal estreitado em mais da metade e secreção.
Otite externa maligna, também chamada de necrosante
A otite externa maligna, que a literatura médica passou a chamar de necrosante, não é câncer: é a infecção que atravessa a pele do canal e alcança o osso da base do crânio. O capítulo de Hohman e Kelley (StatPearls) descreve que ela acomete sobretudo pessoas idosas, muitas com diabetes, é causada na maior parte das vezes pela Pseudomonas aeruginosa e pode evoluir com paralisia de nervos do crânio, abscesso cerebral e meningite. Na série brasileira de Costa e Onishi (2023), da Unifesp, 97% dos 34 pacientes tinham diabetes e a idade média foi de 68,5 anos. É por isso que a diretriz recomenda perguntar, em toda otite externa, sobre diabetes, imunidade baixa e radioterapia prévia: nesses casos a conduta muda desde o início (Rosenfeld e colaboradores, 2014).
Os sinais abaixo vêm da diretriz americana (Rosenfeld e colaboradores, 2014), do estudo pediátrico de Gruber e colaboradores (2021), da revisão de Long e colaboradores (2020), da série de Costa e Onishi (2023) e do CDC. Procure atendimento logo, sem esperar a gota fazer efeito, se houver:
- Dor intensa, fora de proporção com o que se vê, sobretudo em quem tem diabetes, imunidade baixa ou radioterapia prévia, ou é idoso.
- Febre, orelha inchada e vermelha, ou inchaço que se espalha para a frente da orelha, para o pescoço ou para o rosto.
- Canal tão fechado que nada entra, com secreção abundante.
- Fraqueza de um lado do rosto ou dificuldade para engolir de início recente, junto com a dor de ouvido.
- Sem melhora em 48 a 72 horas de tratamento (diretriz de 2014), ou sintomas que passam de duas semanas (Kaushik e colaboradores, 2010).
- Dor de ouvido com febre em criança pequena: dor e febre estão entre os sintomas de infecção do ouvido médio que o CDC lista em crianças, e só o exame separa uma otite da outra.
O que eu avalio na consulta
Na consulta, três coisas decidem a conduta: se é otite externa ou média, se é bactéria ou fungo, e se o tímpano está inteiro. As três eu vejo com o otoscópio, depois de ouvir a história: piscina, mar, cotonete, gota que já foi usada, diabetes, otite de repetição. Quando secreção ou descamação tampam a visão, o canal precisa ser limpo sob visão (a toalete auricular da diretriz) para o tímpano aparecer e a gota chegar à pele. Cera impactada é outra história: quando o problema é cera tampando o canal, a remoção por lavagem ou aspiração é feita em outro atendimento, separado da consulta.
Se a audição continuar abafada depois que o canal desinchou, ou se houver dúvida sobre o tímpano, peço a audiometria, feita aqui na clínica. Nos casos que voltam, procuro o que mantém a pele do canal frágil: eczema, psoríase, alergia de contato, hábito de cotonete, uso frequente de fone, ou molde de aparelho auditivo que fecha o canal, fatores que a revisão de Bojanović e colaboradores (2023) lista; a associação com eczema e psoríase está no capítulo do StatPearls.
Se a dor de ouvido apareceu depois da piscina e você quer uma avaliação, a equipe responde pelo WhatsApp (11) 97250-7449 ou pelo telefone (11) 3801-2838. Atendo adultos e crianças no consultório em Perdizes, São Paulo; como é a consulta está nessas duas páginas.
Como evitar o ouvido de nadador de novo
Os dois fatores que mais aparecem nos estudos são a água que fica no canal e a pele arranhada, e é por eles que a prevenção começa.
- Depois de nadar, deixe a água sair. Incline a cabeça para cada lado, puxe o lóbulo de leve em direções diferentes com a orelha virada para baixo e seque bem a entrada com a toalha, como orienta o CDC. A água que insiste em ficar é tema do post Diga adeus à água no ouvido.
- Nada de cotonete dentro do canal. Foi o fator mais associado à otite externa no estudo de Nussinovitch e colaboradores (2004), e o CDC estende a regra a lápis, clipe e chave. A cera é a proteção do canal, e quem precisa removê-la não faz isso em casa.
- Se a otite se repete toda temporada, use touca, protetor de ouvido ou molde sob medida para nadar, como recomenda o CDC.
- Água limpa. Piscina com cloração insuficiente abriga a Pseudomonas, e nadar em piscina de má qualidade esteve associado a risco substancial de otite externa por essa bactéria (Hajjartabar, 2004).
- Não pingue nada por conta própria, nem gota que sobrou. Sem ver o tímpano, não há como saber se a gota serve, e a gota errada é uma das portas da otite fúngica.
Perguntas que escuto no consultório
Dor de ouvido depois da piscina é sempre otite externa?
É a primeira hipótese quando a dor piora ao mexer na orelha e começou depois de dias de água. Mas água no ouvido também pode só dar a sensação de ouvido tapado, sem infecção, e criança com resfriado pode ter otite média no mesmo fim de semana da piscina. A diretriz americana pede que o médico separe uma coisa da outra antes de tratar (Rosenfeld e colaboradores, 2014), e isso se faz com o otoscópio.
Otite externa passa sozinha?
Na revisão de 2006, a gota otológica aumentou a taxa de cura clínica em 46 pontos percentuais em relação ao placebo (Rosenfeld e colaboradores, 2006), e eu não conto com a melhora sem ela. Em quem tem diabetes ou imunidade baixa, esperar é o que leva às formas graves (Long e colaboradores, 2020). Dor que piora é motivo para examinar.
Qual é o tratamento da otite externa fúngica?
Começa pela limpeza do canal sob visão, para tirar a massa de fungo, e segue com antifúngico tópico (Vennewald e Klemm, 2010); a gota usada para bactéria é suspensa, porque não resolve fungo (Sangaré e colaboradores, 2021). Uma meta-análise de 15 ensaios com 2.309 pacientes encontrou erradicação completa em cerca de 74% dos casos com os tratamentos tópicos, com efeitos adversos pouco frequentes, em geral dor, coceira ou ardência (Hussain e colaboradores, 2026). Quando a otomicose cronifica, a limpeza do canal costuma precisar ser repetida (Patel e colaboradores, 2025).
Pode pingar álcool ou vinagre no ouvido?
Não por conta própria. O álcool aparece nas fontes como medida de prevenção: o CDC lista a solução secante à base de álcool entre as formas de evitar o ouvido de nadador (MMWR, 2011), mas recomenda conversar com o médico antes de usar gota secante depois de nadar e diz para não usá-la em quem tem tubo de ventilação, tímpano perfurado, ouvido de nadador ou secreção saindo do ouvido (CDC). Serve para o ouvido sadio, e não para tratar o ouvido que já dói. O vinagre não aparece em nenhuma recomendação de prevenção; gotas acidificantes são sugeridas por alguns médicos para quem tem otite externa de repetição, e a revisão do BMJ Clinical Evidence registra que falta evidência de que funcionem (Hajioff e MacKeith, 2015). Com dor, coceira ou secreção, o que entra no canal é decidido depois do exame.
Posso nadar enquanto trato a otite externa?
O momento de voltar à piscina se decide na reavaliação, com o canal já examinado. A água retida no canal aumenta o risco (StatPearls), e voltar a mergulhar com a pele ainda inflamada expõe o ouvido ao mesmo fator; até lá, evite que a água do banho entre no ouvido.
Fontes
- Rosenfeld RM et al. Clinical practice guideline: acute otitis externa. Otolaryngol Head Neck Surg, 2014 (PMID 24491310): diagnóstico diferencial, fatores que mudam a conduta, tratamento tópico inicial, recomendação forte contra antibiótico sistêmico inicial, dor, toalete e mecha, gota não ototóxica com perfuração, reavaliação em 48 a 72 horas.
- Kaushik V, Malik T, Saeed SR. Interventions for acute otitis externa. Cochrane Database Syst Rev, 2010 (PMID 20091565): 19 ensaios, 3.382 participantes; tratamento tópico eficaz; sintomas por cerca de seis dias; sete a dez dias de tratamento; falha após duas semanas.
- Rosenfeld RM et al. Systematic review of topical antimicrobial therapy for acute otitis externa. Otolaryngol Head Neck Surg, 2006 (PMID 16638474): cura clínica de 65% a 80% em até dez dias; cura clínica 46 pontos percentuais acima do placebo.
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- Schaefer P, Baugh RF. Acute otitis externa: an update. Am Fam Physician, 2012 (PMID 23198673): o mesmo achado clássico.
- Gruber M et al. Pediatric acute otitis externa: characteristics and predictors for hospital admission. Int J Pediatr Otorhinolaryngol, 2021 (PMID 33290924): quase metade das visitas no verão; inchaço da orelha, febre, canal estreitado e secreção como preditores de internação.
- Villedieu A et al. Seasonal variation of Pseudomonas aeruginosa in culture positive otitis externa in South East England. Epidemiol Infect, 2018 (PMID 29976272): 7.770 pacientes, Pseudomonas em 36%, mais nos meses quentes e dos 5 aos 15 anos.
- Kujundžić M et al. Water related otitis externa. Coll Antropol, 2012 (PMID 23213950): nadadores e jogadores de polo aquático com mais risco que jogadores de futebol; exposição frequente e longa à água.
- Nussinovitch M et al. Cotton-tip applicators as a leading cause of otitis externa. Int J Pediatr Otorhinolaryngol, 2004 (PMID 15013609): 70% contra 34% de uso de cotonete nos dez dias anteriores; piscina em 34%.
- Hajjartabar M. Poor-quality water in swimming pools associated with a substantial risk of otitis externa due to Pseudomonas aeruginosa. Water Sci Technol, 2004 (PMID 15318488): cloração insuficiente e otite externa por Pseudomonas.
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- CDC. Ear Infection: dor de ouvido e febre entre os sintomas de infecção do ouvido médio em crianças.
- CDC. Preventing Swimmer’s Ear (28/05/2025): cera protetora, secagem do ouvido, objetos no canal, touca e protetor, limites das gotas secantes.
Conteúdo escrito e revisado por Dr. Fausto Nakandakari, otorrinolaringologista, CRM/SP 129706 · RQE 37660, com atendimento em Perdizes, São Paulo.