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25 de julho de 2024 . Blog

Remédio caseiro para dor de ouvido: o que alivia, o que ninguém testou e o que faz mal

O que tira a dor de ouvido é a analgesia, e ela vem primeiro. Segundo a revisão Cochrane de 2023, o antibiótico não reduz a dor nas primeiras 24 horas. Entre os caseiros, o calor por fora é o mais usado e ninguém o testou. Cotonete e vela de ouvido são os dois que fazem mal.

Por Dr. Fausto Nakandakari, otorrinolaringologista, CRM-SP 129706, RQE 37660. Especialista em Distúrbios do Equilíbrio e da Voz. Conheça a formação e a atuação clínica. Atualizado em setembro de 2026.

Homem sentado leva a mão ao ouvido dolorido, com a cabeça inclinada para o lado da dor

O antibiótico não é o que tira a dor nas primeiras horas

Começo por aqui porque é a informação que muda o que você vai fazer hoje à noite. A revisão Cochrane de Venekamp e colaboradores, atualizada em 2023, juntou cinco ensaios com 1.394 crianças e mostrou que o antibiótico não reduz a dor em 24 horas (RR 0,89; intervalo de confiança de 95% entre 0,78 e 1,01). A certeza dessa conclusão é classificada como alta, ou seja, é pouco provável que novos estudos mudem esse número.

A mesma revisão calcula o custo: a cada 14 crianças tratadas com antibiótico, uma tem um evento adverso, como diarreia ou reação de pele, que não teria acontecido sem o remédio. E os autores escrevem que o manejo da otite média aguda deve enfatizar a analgesia adequada e o papel limitado do antibiótico.

Isso não significa que antibiótico nunca entra. Significa que ele não é o analgésico, e que esperar o antibiótico resolver a dor da madrugada é esperar por algo que ele não faz. Quando indico antibiótico, indico pela infecção, e a dor eu trato à parte.

A diretriz conjunta da Academia Americana de Pediatria e da Academia Americana de Médicos de Família, de 2004, orienta a mesma separação: tratar a dor independentemente da decisão sobre o antibiótico. É a ordem que eu sigo no consultório.

Sobre o remédio de dor e febre que a maioria das pessoas já tem em casa: ele é o que costumo orientar para as primeiras horas, e a escolha depende do que você já usa, do que tolera e da sua idade. Não escrevo nome nem quantidade aqui, porque isso é conversa de consulta.

Os caseiros não se dividem em dois grupos, e sim em três

Cebola cortada, dentes de alho, tigela com azeite, frasco de vidro âmbar e pano de algodão dispostos sobre uma bancada clara

As receitas que mais me perguntam. A tabela abaixo mostra o que cada uma tem, e o que não tem, de apoio na literatura.

A divisão entre “comprovado” e “não comprovado” é curta demais para o que existe na prática. Na literatura que eu consulto, os caseiros se distribuem em três situações, e confundir a segunda com a terceira é o que faz as pessoas abandonarem algo inofensivo e continuarem com algo que machuca.

  • Tem apoio: a analgesia, único item que as diretrizes nomeiam como conduta.
  • Ninguém testou, e o risco é baixo: calor ou frio por fora, distração, cebola morna no pano. Sem estudo a favor, e sem estudo mostrando dano. Essa ausência é uma ausência, não uma reprovação.
  • A literatura recomenda evitar: cotonete e vela de ouvido. Aqui existe dado, e ele aponta para lesão.
Recurso Categoria O que a literatura diz O que eu oriento
Analgesia Tem apoio A Cochrane 2023 escreve que o manejo deve enfatizar analgesia adequada e o papel limitado do antibiótico É por onde eu começo, e é o que faço na primeira hora da consulta
Compressa morna por fora Ninguém testou, risco baixo Calor local aparece na tabela 3 da diretriz AAP/AAFP de 2004 entre os caseiros sem estudo controlado, com a observação de que pode ter efetividade limitada Pode usar, morna e não quente, sobre a orelha e não dentro dela. Se arder, tirar
Compressa fria por fora Ninguém testou, risco baixo A revisão de Gaddey, Wright e Nelson (2019) cita a aplicação externa de calor ou frio entre os caseiros de evidência limitada Vale o mesmo do calor. Use o que te alivia mais, sem pano gelado direto na pele
Cebola morna no pano, por fora Ninguém testou, risco baixo Não localizei estudo em nenhuma das duas direções Não tenho o que apoiar nem o que contestar. Por fora da orelha, o risco é o da temperatura, não o da cebola
Gota de azeite morno dentro do ouvido Testado, e o resultado pede leitura cuidadosa Nos estudos de Sarrell (2001 e 2003), a gota de extratos vegetais em azeite empatou com a gota anestésica, e o próprio autor atribui a maior parte da melhora à passagem do tempo Empatar com a gota anestésica não é o mesmo que funcionar. E nada entra no canal antes de alguém olhar o tímpano: com o tímpano perfurado, pingar líquido no ouvido está entre as contraindicações que o Parecer nº 2.461/2014 do CRM-PR lista.
Alho dentro do ouvido Ninguém testou Não localizei estudo em nenhuma direção Por fora vale o mesmo da cebola. Dentro do canal, o dente de alho deixa de ser receita e passa a ser corpo estranho, e corpo estranho no ouvido sai com instrumento e sob visão, não com lavagem em casa (Parecer nº 2.461/2014 do CRM-PR).
Água oxigenada no ouvido Ninguém testou para dor Não localizei estudo sobre alívio de dor de ouvido Ela é ingrediente de solução que amolece cera, não de analgésico. E cai na mesma contraindicação das outras gotas: tímpano perfurado ou cirurgia de ouvido anterior (StatPearls, Cerumen Impaction Removal).
Cotonete A literatura recomenda evitar Ameen e colaboradores (2017) contaram 263.338 crianças atendidas em emergências dos Estados Unidos entre 1990 e 2010 por lesão ligada a cotonete Fora do canal. A cera sai sozinha, e o cotonete empurra o que deveria estar saindo
Vela de ouvido, ou vela hopi A literatura recomenda evitar A diretriz de cerume da Academia Americana de Otorrinolaringologia recomenda nominalmente contra, e indexa a recomendação sob queimadura e perfuração Não indico em nenhuma circunstância

Lendo a coluna do meio de cima a baixo, dá para ver a distância entre “não tem estudo” e “tem estudo e é ruim”. São coisas diferentes, e o texto que trata as duas do mesmo jeito não está sendo rigoroso, está sendo preguiçoso.

Como eu avalio uma dor de ouvido no consultório

A dor de ouvido tem causas que se parecem por fora e pedem condutas opostas. Por isso o que muda a conduta é olhar, com o otoscópio, o canal e o tímpano. O raciocínio costuma ser este:

  • Se a dor veio depois de um resfriado, com o tímpano abaulado, então penso em otite média aguda e começo pela analgesia, decidindo o antibiótico à parte.
  • Se a dor piora quando puxo a orelha ou aperto a frente do canal, então penso em otite externa, que é a inflamação do canal, e a conduta é outra.
  • Se a audição está abafada e a otoscopia mostra o canal tomado de cera, então a lavagem de ouvido feita em consultório desobstrui e me deixa avaliar o tímpano. Quando existe dor, o exame vem antes e a lavagem pode não ser o caminho: o Parecer nº 2.461/2014 do CRM-PR lista dor de ouvido entre as contraindicações da lavagem, porque ela pode indicar uma otite externa.
  • Se saiu secreção e a dor aliviou de repente, então procuro perfuração do tímpano, e aí nada de líquido no canal.
  • Se você é adulto, a dor persiste e o exame do ouvido está normal, então a dor pode estar vindo de outro lugar, e examino a garganta e a laringe antes de tratar o ouvido.

Atendo na Rua Cayowaá 1071, conjuntos 145 e 146, Perdizes, São Paulo. Para agendar, o telefone é (11) 3801-2838 e o WhatsApp é (11) 97250-7449. Você também pode ver minha formação e áreas de atuação e como funciona o atendimento de otorrino para adultos.

Compressa quente no ouvido: o recurso mais usado, e o menos estudado

Pano dobrado e morno apoiado sobre a orelha, por fora, sem entrar no canal do ouvido

O pano quente no ouvido é a primeira coisa que quase todo mundo faz, e é a consulta que mais chega a esta página depois do termo “caseiro”. A resposta honesta: ele está na tabela 3 da diretriz AAP/AAFP de 2004 entre os recursos domésticos sem estudo controlado, na mesma linha da distração e do óleo, com a observação de que a efetividade pode ser limitada. A revisão de Gaddey, Wright e Nelson, publicada no American Family Physician em 2019, repete a mesma leitura: a evidência de benefício dos caseiros, incluindo a aplicação externa de calor ou frio, é limitada.

Preciso corrigir aqui uma explicação que esta própria página trazia antes, e que circula em muito texto sobre o assunto: a de que o calor aumentaria a circulação sanguínea na área afetada. Na otite média, a área afetada fica atrás do tímpano, dentro do osso temporal. Um pano morno na orelha não alcança esse lugar. A explicação era bonita e não se sustenta, então ela saiu daqui.

Ilustração em corte da orelha mostrando o pavilhão, o canal, o tímpano e a cavidade da orelha média envolvida por osso

A orelha média fica atrás do tímpano, dentro do osso. O calor aplicado na pele por fora não chega até ali.

O que sobra é o suficiente para você decidir: é um recurso tradicional, de risco baixo quando a temperatura é morna e a aplicação é por fora, que ninguém testou como se testa um remédio. Se te acalma, use. Não conte com ele para resolver a causa.

Cebola no ouvido: nenhum estudo, em nenhuma direção

Essa é a receita mais perguntada depois da compressa, e vem quase sempre da avó ou da vizinha. Procurei estudo sobre ela e não encontrei, nem a favor nem contra. Não vou fingir que tenho fonte para dizer que funciona, e também não vou dizer que faz mal sem ter fonte para isso.

Uma distinção prática que muda tudo: cebola morna dentro de um pano, apoiada por fora da orelha, é uma compressa que por acaso tem cebola. Pedaço de cebola dentro do canal é um corpo estranho, e isso eu não oriento.

Alho no ouvido

Mesmo cenário da cebola quanto à evidência: não localizei estudo. E vale a mesma distinção entre aplicar por fora e introduzir no canal.

Dentro do canal, o dente de alho é um corpo estranho, e aí a orientação não depende de estudo sobre alho: depende do que se sabe sobre corpo estranho no ouvido. O Parecer nº 2.461/2014 do CRM-PR registra que, no caso de sementes e grãos, a irrigação pode aumentar o volume do corpo estranho e dificultar a retirada, e que nesses casos costuma-se usar instrumento, com a ressalva de que em criança a retirada às vezes precisa ser feita sob anestesia.

Então, se o pedaço não sai: não lave o ouvido em casa, não tente pescar com pinça de sobrancelha nem empurrar com cotonete, e procure ser examinado. O capítulo Ear Foreign Body Removal do StatPearls lista entre as complicações da retirada a escoriação e a laceração da pele do canal, o sangramento, a infecção, o fragmento retido e a perfuração do tímpano, e recomenda o encaminhamento ao otorrinolaringologista quando a retirada não teve sucesso. O mesmo capítulo registra que a primeira tentativa costuma ser a mais efetiva, e é essa a razão de não insistir: cada tentativa seguinte rende menos e arrisca mais.

Azeite morno no ouvido: o estudo existe, e o resultado pede leitura

O azeite é o único caseiro desta lista que tem ensaio publicado, e o resultado costuma ser citado pela metade. Nos estudos de Sarrell e colaboradores (2001) e Sarrell e colaboradores (2003), a gota de extratos vegetais em azeite alcançou alívio comparável ao da gota anestésica em crianças com dor de ouvido. O que a divulgação omite é a leitura do próprio autor: a maior parte da melhora nos dois grupos é atribuída à passagem do tempo, e não ao que foi pingado.

Ou seja, os dois grupos melhoraram, e a dor da otite melhora sozinha nesses dias. Empatar com a gota anestésica em um quadro que cede sozinho não demonstra efeito do azeite.

E há uma condição antes de qualquer gota, que vale para azeite, água oxigenada e qualquer líquido: saber se o tímpano está íntegro. O Parecer nº 2.461/2014 do CRM-PR, que trata da indicação de lavagem de ouvido, lista entre as contraindicações mais comuns a perfuração da membrana do tímpano, a secreção saindo pelo conduto, a dor de ouvido com sinais inflamatórios, a cirurgia de ouvido anterior e a presença de tubo de ventilação. O mesmo parecer diz que, antes de indicar a lavagem, é imperativo estabelecer o diagnóstico diferencial pela otoscopia, ou seja, olhar o canal e o tímpano primeiro.

A literatura de remoção de cerume repete a condição por outro caminho: no capítulo Cerumen Impaction Removal do StatPearls está escrito que a lavagem não deve ser usada a menos que o tímpano possa ser visto antes, para descartar perfuração, e que as gotas que amolecem cera têm como contraindicação o tímpano perfurado ou a história de cirurgia de ouvido, incluindo tubo de ventilação.

O problema prático é que você não tem como saber, olhando de fora, se o seu tímpano está perfurado. Quem olha sou eu, com o otoscópio, e é por isso que a ordem no consultório é sempre essa: primeiro ver, depois pingar.

Água oxigenada no ouvido

Não localizei estudo sobre água oxigenada para alívio de dor de ouvido, e é isso que posso te dizer com honestidade. O que a literatura registra sobre ela é outra coisa: no capítulo Cerumen Impaction Removal do StatPearls ela aparece entre os ingredientes das soluções usadas para amolecer cera, e o mesmo capítulo escreve que o uso desses amolecedores tem como contraindicação o tímpano perfurado ou a história de cirurgia de ouvido, incluindo tubo de ventilação.

Duas coisas saem daí. A primeira: o vidro que você tem em casa foi pensado para cera, e dor aguda de ouvido não é cera. A segunda: a perfuração do tímpano é justamente o que costuma acontecer numa otite que rompe, e é a situação em que a gota está contraindicada. Junte as duas e você tem o resumo: no ouvido que está doendo agora, eu não oriento pingar água oxigenada antes de alguém olhar esse tímpano.

Vela de ouvido, ou vela hopi: a única que tem recomendação formal contra

Entre todos os caseiros desta página, a vela de ouvido é o único item que uma diretriz recomenda contra pelo nome. A diretriz de prática clínica sobre cerume da Academia Americana de Otorrinolaringologia registra a recomendação contrária e a indexa sob queimadura e perfuração. Não é falta de estudo a favor, é recomendação explícita contra. Não indico, em nenhuma circunstância.

Cotonete: o mais comum dos dois que machucam

Mão segura um cotonete próximo à orelha, o gesto de limpeza do canal auditivo que causa a maior parte das lesões

Muita gente com dor de ouvido pega o cotonete achando que a dor é cera. O estudo de Ameen e colaboradores, publicado no Journal of Pediatrics em 2017, contou 263.338 crianças atendidas em emergências dos Estados Unidos entre 1990 e 2010 por lesão relacionada a cotonete. Em 73,2% desses atendimentos alguém estava limpando o ouvido. E entre os diagnósticos dessas lesões, 25,3% foram perfuração de tímpano, ou seja, de cada quatro dessas crianças machucadas, uma teve o tímpano perfurado.

Leia esse número pelo denominador certo: ele é a proporção dentro de quem já se machucou, não a chance de quem usa cotonete se machucar. Ele mostra a gravidade do que acontece quando acontece, não a frequência. Os dados são de emergências americanas, e não encontrei série brasileira equivalente.

A cera tem função e sai sozinha com o movimento da mastigação. Quando ela realmente bloqueia o canal, o que resolve é a lavagem de ouvido feita em consultório, depois da otoscopia. O mesmo parecer do CRM-PR diz que, antes de indicar a lavagem, “torna-se imperativo estabelecer o diagnóstico diferencial”, e é por isso que eu olho primeiro. Se o seu problema é água que não sai depois do banho ou da piscina, escrevi sobre isso em água no ouvido.

Dor de ouvido em criança: o que muda

Quase toda a evidência citada aqui foi produzida em crianças, porque é nelas que a otite média aguda é mais frequente. Os 1.394 participantes dos ensaios reunidos pela Cochrane em 2023 eram crianças, e é sobre elas que vale o achado: o antibiótico não reduziu a dor em 24 horas, e a cada 14 tratadas uma teve evento adverso que não teria sem ele. Daí a orientação da revisão de enfatizar a analgesia adequada.

Na prática, com uma criança chorando de dor de madrugada, é isto que costumo dizer aos pais: cuidem da dor agora, do jeito que a criança já tolera, e observem. Se a dor é o único sintoma e a criança está bem no resto, dá para esperar a manhã seguinte para ser examinada. Se aparece qualquer item da lista abaixo, não se espera.

Sobre as causas que aparecem mais no calor, entre piscina, mar e ar-condicionado, já escrevi em causas de dor de ouvido nas crianças durante o verão. E o quadro inteiro, com tipos e conduta, está em tudo que você precisa saber sobre otite.

Sinais de alerta: quando não esperar

A maior parte das dores de ouvido pode ser avaliada no horário comercial seguinte. Os sinais abaixo são menos frequentes, e é justamente por isso que vale conhecê-los: eles marcam a fronteira entre esperar e ser examinado agora.

  • Dor, inchaço ou vermelhidão atrás da orelha, no osso.
  • Pavilhão da orelha desviado, empurrado para a frente ou para fora em relação ao outro lado.
  • Rigidez de nuca, dificuldade de encostar o queixo no peito.
  • Sonolência fora do comum, criança difícil de acordar ou prostrada.
  • Vômito repetido junto com a dor.
  • Febre alta que não cede.
  • Ausência de melhora em 48 horas, ou dor que piora depois de ter começado a melhorar.
  • No adulto, dor persistente com exame do ouvido normal, principalmente em quem fuma ou bebe.

Os cinco primeiros pedem atendimento no mesmo dia. Os três últimos pedem consulta, e não mais tentativas caseiras.

Se a sua dor não cede, ou se algum item dessa lista apareceu, atendo em Perdizes, em São Paulo, e estou à disposição para examinar o seu ouvido. Você marca pelo telefone (11) 3801-2838 ou pelo WhatsApp (11) 97250-7449.

Perguntas que mais me fazem sobre dor de ouvido

Qual o melhor remédio caseiro para dor de ouvido?

Nenhum caseiro tem estudo controlado mostrando benefício. O que a literatura nomeia como conduta é a analgesia. Entre os caseiros, calor ou frio por fora são os de risco mais baixo, e a aplicação externa de calor ou frio aparece na revisão do American Family Physician de 2019 como evidência limitada.

Pano quente no ouvido ajuda?

Pode aliviar, e ninguém testou isso em estudo controlado. Ele está na tabela 3 da diretriz AAP/AAFP de 2004 entre os caseiros sem estudo, com a observação de que a efetividade pode ser limitada. Use morno, por fora, e não conte com ele para tratar a causa.

Cebola no ouvido funciona?

Não encontrei estudo em nenhuma direção. Por fora, dentro de um pano, o risco é o da temperatura. Pedaço de cebola dentro do canal, não.

Preciso de antibiótico para dor de ouvido?

Não necessariamente, e ele não é o que tira a dor nas primeiras 24 horas, segundo a revisão Cochrane de 2023. A decisão sobre antibiótico depende do exame do tímpano, da idade e de como o quadro evolui.

Quanto tempo posso esperar antes de procurar o médico?

Se a dor é o único sintoma e não há nenhum sinal de alerta da lista acima, dá para ser avaliado no dia seguinte. Sem melhora em 48 horas, ou com qualquer sinal daquela lista, não se espera.

Fontes

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