14 de setembro de 2021 . Blog
O poder da empatia: médicos e pacientes
Dificilmente eu escrevo sobre temas que não estão relacionados a minha especialidade. Estou lendo um livro chamado “Foco – A atenção e seu papel fundamental para o sucesso” do Daniel Goleman. Acabo de ler o capítulo sobre EMPATIA e, apesar de não estar relacionado a otorrinolaringologia, tem tudo a ver com a medicina. Portanto, resolvi que este seria o tema do texto de hoje.
Segundo Goleman, existem 3 tipos de empatia – a cognitiva que permite assumir a perspectiva de outra pessoa; a emocional quando nos unimos à outra pessoa e sentimos junto com ela; e a preocupação empática que faz com que nos mobilizemos para ajudar outra pessoa no que for preciso.
Parece que no nosso mundo contemporâneo o termo empatia está um pouco fora de moda. A vida frenética de todos NÃO nos faz sentir preocupação com outras pessoas. Até mesmo meus pacientes me relatam uma grande indiferença dos médicos que os atenderam previamente.
O olhar no olho do paciente e parar de escrever no computador durante a consulta, o examinar o paciente de uma forma a ter contato físico, as pequenas pausas após o paciente receber uma notícia inesperada ainda devem ser o cerne de uma consulta médica. Para nós, médicos, isso se chama relação médico-paciente.
“A empatia, a capacidade de se conectar com os pacientes – num sentido profundo, ouvindo, prestando atenção – , está no coração da prática médica.”, diz um artigo médico.
No entanto, é preciso ter cuidado com o excesso de emoções dos médicos. Imagine um pai levando seu filho ao pronto socorro por um mal súbito e o médico começa a chorar? Ou uma complexa cirurgia de retirada de um tumor e o médico diz que não tem condições psicológicas para terminar aquela cirurgia?
Os médicos recebem treinamentos para inibir suas emoções e medos diante de uma situação de alta pressão psicológica. Médicos com anos de prática e que já vivenciaram diversas situações de emergência conseguem absorver uma experiência estressante e lida muito melhor sob pressão do que um novato por exemplo.
A grande questão médica está em conseguir equilibrar a empatia que cada profissional tem com seus clientes de um lado e não se deixar levar pela emoção do momento, principalmente em momentos críticos, do outro. A medicina não pode simplesmente ser substituída por um aplicativo de celular justamente pela empatia que o médico precisa ter pelos seus pacientes. Logo, olhar para os pacientes da forma mais humana possível e me doar a cada um que eu atenda é o que eu busco melhorar a cada dia.
Dr. Fausto Nakandakari
Otorrinolaringologista
Segundo Goleman, existem 3 tipos de empatia – a cognitiva que permite assumir a perspectiva de outra pessoa; a emocional quando nos unimos à outra pessoa e sentimos junto com ela; e a preocupação empática que faz com que nos mobilizemos para ajudar outra pessoa no que for preciso.
Parece que no nosso mundo contemporâneo o termo empatia está um pouco fora de moda. A vida frenética de todos NÃO nos faz sentir preocupação com outras pessoas. Até mesmo meus pacientes me relatam uma grande indiferença dos médicos que os atenderam previamente.
O olhar no olho do paciente e parar de escrever no computador durante a consulta, o examinar o paciente de uma forma a ter contato físico, as pequenas pausas após o paciente receber uma notícia inesperada ainda devem ser o cerne de uma consulta médica. Para nós, médicos, isso se chama relação médico-paciente.

“A empatia, a capacidade de se conectar com os pacientes – num sentido profundo, ouvindo, prestando atenção – , está no coração da prática médica.”, diz um artigo médico.
No entanto, é preciso ter cuidado com o excesso de emoções dos médicos. Imagine um pai levando seu filho ao pronto socorro por um mal súbito e o médico começa a chorar? Ou uma complexa cirurgia de retirada de um tumor e o médico diz que não tem condições psicológicas para terminar aquela cirurgia?
Os médicos recebem treinamentos para inibir suas emoções e medos diante de uma situação de alta pressão psicológica. Médicos com anos de prática e que já vivenciaram diversas situações de emergência conseguem absorver uma experiência estressante e lida muito melhor sob pressão do que um novato por exemplo.
A grande questão médica está em conseguir equilibrar a empatia que cada profissional tem com seus clientes de um lado e não se deixar levar pela emoção do momento, principalmente em momentos críticos, do outro. A medicina não pode simplesmente ser substituída por um aplicativo de celular justamente pela empatia que o médico precisa ter pelos seus pacientes. Logo, olhar para os pacientes da forma mais humana possível e me doar a cada um que eu atenda é o que eu busco melhorar a cada dia.
Dr. Fausto Nakandakari
Otorrinolaringologista