5 de agosto de 2025 . Blog
Distúrbios do equilíbrio e vertigens: o que você precisa saber
Sentir o chão girar ou ter a impressão de que o ambiente se move ao seu redor é uma experiência desconcertante. Essa sensação, conhecida como vertigem, é um tipo de tontura caracterizada por um movimento ilusório. Os episódios podem durar segundos ou horas, desaparecendo muitas vezes sem maiores consequências. Contudo, quando a vertigem é persistente ou acompanhada de outros sintomas, é fundamental buscar atenção especializada.
Nosso equilíbrio é mantido por um sistema integrado que combina informações visuais, proprioceptivas (dos músculos e articulações) e vestibulares (do ouvido interno). O sistema vestibular, localizado no labirinto do ouvido interno, é composto por canais semicirculares e estruturas sensoriais que captam o movimento e a posição da cabeça. Esses sinais seguem para o cérebro através do nervo vestibular, onde são processados em tempo real. Qualquer falha nesse circuito pode resultar em vertigem.
Fisiologia do sistema vestibular em detalhes
Cada ouvido possui três canais semicirculares (anterior, posterior e lateral), que detectam rotações da cabeça em diferentes planos. Eles contêm um líquido chamado endolinfa, que se move com os movimentos da cabeça e estimula células ciliadas sensoriais. Essas células transmitem impulsos ao cérebro. Outras duas estruturas, o utrículo e o sáculo, respondem à gravidade e aos movimentos lineares. Esse sistema também trabalha em conjunto com os olhos (reflexo vestíbulo-ocular) para estabilizar a visão durante o movimento.
Nem toda tontura é vertigem. A vertigem se caracteriza pela sensação de rotação do ambiente ou do próprio corpo, geralmente causada por alterações no sistema vestibular. Já a tontura é um termo mais amplo que engloba sensações como instabilidade, leveza na cabeça, sensação de desmaio iminente e desequilíbrio. Entender essa diferença é essencial para um diagnóstico preciso.
Classificação clínica das vertigens:
1. Vertigens periféricas: causadas por alterações no ouvido interno ou no nervo vestibular. São geralmente intensas, acompanhadas de náuseas, mas sem sinais neurológicos.
2. Vertigens centrais: resultam de lesões no tronco encefálico ou no cerebelo, como AVC ou esclerose múltipla. Podem ser persistentes e associadas a sintomas neurológicos.
Principais causas de vertigem:
O otorrino particular Fausto Nakandakari ressalta que a anamnese é essencial: “A maneira como o paciente descreve a tontura já nos direciona para a causa.” Testes clínicos como a manobra de Dix-Hallpike e o teste de impulso cefálico ajudam a identificar VPPB e outras disfunções. Exames complementares como ressonância magnética, audiometria e vídeonistagmografia podem ser necessários.
O tratamento depende da causa. Para VPPB, manobras como Epley proporcionam alívio imediato. Em casos de neurite vestibular, o uso de corticoides e a reabilitação são eficazes.
A reabilitação vestibular é composta por exercícios que estimulam o sistema vestibular e melhoram o equilíbrio. Exemplos:
– Fixar os olhos em ponto fixo enquanto movimenta a cabeça
– Marchar com olhos fechados
– Levantar-se e deitar rapidamente
Segundo o Dr. Fausto: “A recuperação depende diretamente da adesão do paciente à reabilitação.”
Estudo publicado no Journal of Vestibular Research (2023) revelou que 84% dos pacientes com VPPB tratados com a manobra de Epley apresentaram remissão após uma única sessão. Em idosos com vertigem crônica, a reabilitação vestibular reduziu as quedas em 60%.
Cuidados durante crises
– Sente-se ou deite-se imediatamente
– Evite luzes fortes e ruídos
– Respire fundo e mantenha a calma
– Use apoio ao andar para evitar quedas
Idosos são mais vulneráveis aos distúrbios do equilíbrio. O envelhecimento compromete os sistemas visual e proprioceptivo, tornando o vestibular ainda mais essencial. Medicamentos que afetam o equilíbrio também são comuns nessa faixa etária. A reabilitação vestibular adaptada pode ser extremamente benéfica, reduzindo quedas e aumentando a segurança funcional.
– No trabalho: movimentos rápidos da cabeça ou estresse
– Ao dirigir: virar a cabeça bruscamente pode desencadear sintomas
– Ambientes com luzes piscantes: desorientam o sistema vestibular
– Viagens longas: o movimento constante pode induzir vertigem
– Identificar e evitar gatilhos é parte essencial da abordagem terapêutica.
– Reduzir cafeína, álcool e cigarro
– Manter-se hidratado
– Gerenciar o estresse
– Ter alimentação equilibrada
– Praticar atividade física regularmente
Qual a diferença entre vertigem e tontura?
Vertigem é sensação de rotação; tontura é qualquer alteração do equilíbrio.
Labirintite e VPPB são a mesma coisa?
Não. Labirintite é inflamação; VPPB envolve cristais deslocados.
Vertigem é sempre grave?
Nem sempre, mas deve ser avaliada se recorrente ou associada a outros sintomas.
Como prevenir crises?
Manter estilo de vida saudável, hidratação, evitar estímulos vestibulares intensos.
Reabilitação realmente funciona?
Sim. É essencial especialmente para idosos e casos crônicos.
Dr. Fausto Nakandakari é otorrinolaringologista especializado em distúrbios do equilíbrio, com experiência clínica consolidada e atuação em centros de referência nacional.
Nosso equilíbrio é mantido por um sistema integrado que combina informações visuais, proprioceptivas (dos músculos e articulações) e vestibulares (do ouvido interno). O sistema vestibular, localizado no labirinto do ouvido interno, é composto por canais semicirculares e estruturas sensoriais que captam o movimento e a posição da cabeça. Esses sinais seguem para o cérebro através do nervo vestibular, onde são processados em tempo real. Qualquer falha nesse circuito pode resultar em vertigem.
Fisiologia do sistema vestibular em detalhes
Cada ouvido possui três canais semicirculares (anterior, posterior e lateral), que detectam rotações da cabeça em diferentes planos. Eles contêm um líquido chamado endolinfa, que se move com os movimentos da cabeça e estimula células ciliadas sensoriais. Essas células transmitem impulsos ao cérebro. Outras duas estruturas, o utrículo e o sáculo, respondem à gravidade e aos movimentos lineares. Esse sistema também trabalha em conjunto com os olhos (reflexo vestíbulo-ocular) para estabilizar a visão durante o movimento.
Distúrbios do equilíbrio
em qualquer uma dessas estruturas podem gerar sinais conflitantes, levando o cérebro a interpretar erroneamente o movimento, o que desencadeia a vertigem.Nem toda tontura é vertigem. A vertigem se caracteriza pela sensação de rotação do ambiente ou do próprio corpo, geralmente causada por alterações no sistema vestibular. Já a tontura é um termo mais amplo que engloba sensações como instabilidade, leveza na cabeça, sensação de desmaio iminente e desequilíbrio. Entender essa diferença é essencial para um diagnóstico preciso.
Classificação clínica das vertigens:
1. Vertigens periféricas: causadas por alterações no ouvido interno ou no nervo vestibular. São geralmente intensas, acompanhadas de náuseas, mas sem sinais neurológicos.
2. Vertigens centrais: resultam de lesões no tronco encefálico ou no cerebelo, como AVC ou esclerose múltipla. Podem ser persistentes e associadas a sintomas neurológicos.
Principais causas de vertigem:
O otorrino particular Fausto Nakandakari ressalta que a anamnese é essencial: “A maneira como o paciente descreve a tontura já nos direciona para a causa.” Testes clínicos como a manobra de Dix-Hallpike e o teste de impulso cefálico ajudam a identificar VPPB e outras disfunções. Exames complementares como ressonância magnética, audiometria e vídeonistagmografia podem ser necessários.
O tratamento depende da causa. Para VPPB, manobras como Epley proporcionam alívio imediato. Em casos de neurite vestibular, o uso de corticoides e a reabilitação são eficazes.
A reabilitação vestibular é composta por exercícios que estimulam o sistema vestibular e melhoram o equilíbrio. Exemplos:
– Fixar os olhos em ponto fixo enquanto movimenta a cabeça
– Marchar com olhos fechados
– Levantar-se e deitar rapidamente
Segundo o Dr. Fausto: “A recuperação depende diretamente da adesão do paciente à reabilitação.”
Estudo publicado no Journal of Vestibular Research (2023) revelou que 84% dos pacientes com VPPB tratados com a manobra de Epley apresentaram remissão após uma única sessão. Em idosos com vertigem crônica, a reabilitação vestibular reduziu as quedas em 60%.
Cuidados durante crises
– Sente-se ou deite-se imediatamente
– Evite luzes fortes e ruídos
– Respire fundo e mantenha a calma
– Use apoio ao andar para evitar quedas
Idosos são mais vulneráveis aos distúrbios do equilíbrio. O envelhecimento compromete os sistemas visual e proprioceptivo, tornando o vestibular ainda mais essencial. Medicamentos que afetam o equilíbrio também são comuns nessa faixa etária. A reabilitação vestibular adaptada pode ser extremamente benéfica, reduzindo quedas e aumentando a segurança funcional.
– No trabalho: movimentos rápidos da cabeça ou estresse
– Ao dirigir: virar a cabeça bruscamente pode desencadear sintomas
– Ambientes com luzes piscantes: desorientam o sistema vestibular
– Viagens longas: o movimento constante pode induzir vertigem
– Identificar e evitar gatilhos é parte essencial da abordagem terapêutica.
– Reduzir cafeína, álcool e cigarro
– Manter-se hidratado
– Gerenciar o estresse
– Ter alimentação equilibrada
– Praticar atividade física regularmente
Qual a diferença entre vertigem e tontura?
Vertigem é sensação de rotação; tontura é qualquer alteração do equilíbrio.
Labirintite e VPPB são a mesma coisa?
Não. Labirintite é inflamação; VPPB envolve cristais deslocados.
Vertigem é sempre grave?
Nem sempre, mas deve ser avaliada se recorrente ou associada a outros sintomas.
Como prevenir crises?
Manter estilo de vida saudável, hidratação, evitar estímulos vestibulares intensos.
Reabilitação realmente funciona?
Sim. É essencial especialmente para idosos e casos crônicos.
Dr. Fausto Nakandakari é otorrinolaringologista especializado em distúrbios do equilíbrio, com experiência clínica consolidada e atuação em centros de referência nacional.